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1.11.12

Pra me encher de você.


Moço, resolvi manter alguns pensamentos danificados devido aos últimos acontecimentos. Estão um pouco arranhados, alguns estão faltando peças e outros precisam apenas serem polidos para melhorarem um pouco a aparência, mas eu garanto. Eles funcionam. 

O meu cérebro ainda cria momentos, ainda traz imagens de um passado não tão distante, mas o presente vem fazendo o seu caminho e com certa persistência, varrendo toda a sujeira para fora de casa. O que é bom, pois debaixo do tapete já não é um bom lugar para se esconder nada.

A ideia é se livrar de tudo e não deixar rastros. Assim mesmo, como um lixo acumulado ou como um assassinato meticulosamente planejado onde não podemos, de maneira alguma, deixar pistas que nos levem a julgamento.

Porém, o que os nossos olhos evitam, o coração sabe. É ele a vítima, é ele que quer justiça. Quer vingança de uma forma ou de outra, seja ela pela maneira mais simples ou pela mais difícil. Maneiras essas, que nunca sabemos ao certo quais são e nem se valem a pena. Mas para o coração, eu não falo de amor. Ele anda tão frágil que não quer saber do assunto. Ele nem sabe que o amor é como água transparente e cristalina onde todo mundo quer dar um mergulho ou dar um gole. Porém, se tomada em excesso pode fazer mal um bocado à saúde.

Diálogos quebrados são criados pelos pensamentos danificados. O que era para ser certo, nunca esteve tão destruído. Cheio de ferrugem por causa dos dias de tempestades onde repetimos constantemente as mesmas palavras. Dias longos, cansativos, largados, esquecidos e relembrados. 

Moço, quanta saudade cabe em uma vida? Quantas lembranças a gente pode carregar? Existe um número certo ou tudo isso é ilimitado? Seria bom ter uma ideia do que é que a gente carrega com tanto desespero. Desespero que machuca, viu? Parecem vidros que podem cortar quando erguemos para olhar melhor na luz do sol que nos cega. Acho que são os pensamentos, moço. Mesmo quebrados, ainda brilham. Cheios de cores bonitas feito o arco-íris depois de uma chuva de verão. Eles nos enganam, deve ser por isso que dói tanto mantê-los.

Recebo visitas da melancolia as vezes, moço. Sempre tão presente, nunca perde a oportunidade de me trazer algumas angústias. Me deixa sempre com alguns erros estampados em meu rosto, mas eu não reclamo não. Isso faz de mim tão humana, tão cheia de sentir... Sempre com a ideia de que muita gente se vai, mas a gente sempre fica. Sempre fica com algo.

Os pensamentos quebrados cheios de defeitos, lembra? Talvez eu nunca chegue a consertá-los, mas o apego é sempre tão teimoso, moço. Essa teimosia dele é um grande problema, pois fazer a limpeza e me livrar do que não me serve mais anda complicado somente por causa dele. Enquanto o apego me atrapalha, o desapego não quer nem me dar uma forcinha. E ele é tão forte, mas tão sossegado na sua vida marota...

Moço, se você chegar, não se assuste com a bagunça. Não sou uma acumuladora compulsiva, mas faço o possível para me livrar do que não me é mais saudável. Você tem a chave, mas não posso garantir que eu esteja em casa quando você chegar. Talvez eu esteja por aí, ocupada com alguma coisa que me faça esquecer, mas eu prometo que volto. 

Eu volto pra me encher de você. 


16.10.12

Cri, cri, cri...

YAAAAAAAAY! 

Alguém por aqui?

Cri, cri, cri, cri...

Não, você não está lendo um post antigo. É novo mesmo. Parece mentira, mas é verdade. Então, por favor, todos cantando Aleluia porque depois de meses eu tomei vergonha na cara para explicar o meu desaparecimento.

Quem sabe o motivo, desconsidere, mas para quem não sabe, lá vai...

Gente, ando num sofrimento do cão sem internet durante esses meses. Acho até que perdi o dom da escrita, mas eu sei que ele está aqui em algum lugar. Guardado em um cantinho empoeirado esperando que eu apareça para brincar com ele, estilo brinquedo de Toy Story.

O meu drama não é brincadeira não! Eu sei que sou meio exagerada das ideias, mas quem sabe da história, tem noção do quanto está cada vez maior a minha guerra com a Vivo Telefônica para instalar a porcaria do meu speedy lá em casa. Acreditam que esses safados dizem que não existe disponibilidade na minha região? Como isso? Eu não moro em outro planeta! Quero o extermínio de todos, porque eu apenas transferi o telefone de local e perdi o speedy. Anyway... A questão é que a briga anda grande, mas eu não quero chateá-los com o meu desespero. Só fiquem sabendo que eu ainda ganho esse batalha!

Eu estou mesmo com saudade do meu cantinho e com saudade de escrever para os meus poucos leitores. Alguns até andam me cobrando, mas vamos combinar, pra quem vive de 3G do celular é impossível fazer um post decente, né? Então, hoje eu dei o meu jeitinho e arranjei uma internet alheia pra quebrar o meu galho.

Ao que interessa, apenas tenho a dizer que durante esses meses muita coisa me aconteceu. Muitos planos mudaram, muitas coisas ruins e coisas boas também vieram para dar um up na vida. Uma delas é que eu passei no vestibular, novamente. Sim, meus queridos, eu já fiz um semestre de faculdade de fotografia, porém a faculdade em que eu estava não me agradava. Então esse ano, deixei um grande plano de lado para tentar novamente e então, passei para a universidade que tanto queria. E a melhor parte disso é que terei uma ótima companhia ano que vem nos estudos.

Estou super contente. Muito mais do que o normal. Acabei me viciando em uma série que se chama Castle e ela tem me trazido muitas alegrias e sorrisos depois que House acabou. Todo mundo sabe o quanto House significa na minha vida e o quanto sofri com o fim da série. Ainda sofro é claro, mas Castle vem me ajudando a superar.

Também ganhei uma nova paixão, agora a Olivia Wilde precisa dividir o meu coração com a Stana Katic. Eu não quero comparar as duas porque a Olivia é o amor da minha vida, mas o sorriso da Stana me deixa desestruturada. Não é fácil essa vida de fangirl.

A verdade é que eu me sentia muito curada depois do fim de House, eu estava equilibrada, mas aí a minha amiga Tamires me fez o grande favor de me apresentar Castle e o barraco desabou. Eu ando descontrolada torcendo pelo shipper Caskett, mas chega. Eu poderia passar horas falando o quanto ando apaixonada por eles....

Essa é só uma das noticias boas, mas eu também preciso falar das ruins. Isso me incomoda, porque nem todo mundo consegue esconder o desconforto por muito tempo. Há dez dias atrás o meu painho sofreu um infarto. Sim, assim mesmo. Corri com ele na teimosia para o hospital e passei horas tentando fazer ele ser atendido adequadamente. Foi uma loucura e eu realmente passei um nervoso enorme naquele lugar, porque dá licença né? Era o meu pai!

Então, depois de horas, o médico nos contou que ele estava sofrendo um infarto, mas que não era tão forte como o da maioria das pessoas. O que nos acalmou bastante saber que as condições dele não eram tão desesperadoras. Tudo correu bem e ele passou algum tempo internado. Todos pula porque painho já está em casa e pronto para outra. (Espero que essa outra nunca chegue!)

É em momentos assim que a gente percebe que ninguém é eterno. O meu maior medo é viver sem meus pais e eu detesto pensar que um dia isso acontecerá. O que me deixa muito neurótica, porque minha mãe já passou por isso três vezes, então vocês não fazem noção de como eu vivo na paranoia. Mas vamos deixar isso pra depois? A vida não precisa ser tão rápida agora, não é mesmo? Pois é.

O tempo é corrido e eu queria poder fazer um grande post para todos vocês. Pensar bem nas palavras e deixar a inspiração tomar conta, mas me incomoda a ideia de que eu não tenho tempo suficiente para sentar e escrever os meus escritos. Preciso saciar a minha sede de palavras, mas é preciso ter paciência.

As ideias estão se acumulando, os pensamentos estão em um loop infinito e eu estou louca para expulsá-los da minha mente e jogá-los aqui. Eu nunca tive muita paciência, mas acho que é agora que eu preciso começar a cultivar. Eu estou viva, para quem ainda tinha dúvidas. Eu não abandonei o blog e nem pretendo.

Ah, e quem aí for bom em macumba ou algo do tipo, eu aceitaria de bom grado uma que me ajudasse a obter a minha internet o mais rápido possível. Prometo trazer o amor verdadeiro em 3 dias, só que não.

Assim como eu não quero abandoná-los, também espero que vocês não me abandonem.

Até outra hora, bonitos.

24.6.12

A gente carrega tudo.

O dia em que meu pai me disse "tudo que eu faço é para você e seu irmão" eu já tinha 17 anos.  Acho que foi no mesmo dia em que ele também disse "a coisa mais valiosa que tenho na vida é a nossa família".

Família: Como você cresceu. O que anda fazendo? Como vão os namorados? Tem se alimentado bem? Está tão magrinha. Você só vive nesse computador. Precisa pegar um pouco de sol, sua pele implora. 

Avó: É só uma lembrancinha, filha, achei a sua cara. 

Avô: Cuidado com os pés de feijão que eu plantei! 

Avó: Vou acender uma vela para a Nossa Senhora da Aparecida para você passar na prova.

Avô: Você pegou no sono assistindo o Jornal Nacional comigo e perdeu os parabéns da sua mãe na festa surpresa lá na tia Bete. 

Mãe: Já arrumou a zona do seu quarto?

Irmão: Yasméeeeeeeeeeeeeeeeeeeen! 

Coordenadora da escola: Você não tem aula? Por que adora ficar aqui na direção batendo papo? 

Professora de matemática: Você nunca se importa com nada! Eu vou dar visto nessa matéria e se eu te pegar colando na prova amanhã eu vou te dar um zero na hora. Cansei dessa palhaçada, Yasmin! 

Professor de geografia: Espero que este livro seja de boa ajuda para o seu objetivo. E também que possa fazer com que você não se esqueça de mim, pois não me esquecerei de você. Boa sorte. 

Professor de história no primeiro dia de aula: Vai dar uma volta lá no pátio, beber uma água, pegar um ar enquanto eu termino essa aula. Você está atrapalhando, então pode ir. Não vou te dar falta.

Coordenadora: Quantas vezes nesse mês você já usou essa desculpa de cólica para não assistir a aula?

Tia da biblioteca: Você precisa me devolver aquele livro, vou ter que te multar. 

Terapeuta: Você é uma menina incrível e eu estou orgulhoso do trabalho que anda fazendo para você mesma e para as pessoas com esse projeto.

Lais: Vai tomar no cu. 

17.6.12

Problemática e sem amor.

Sabe quando você faz algo na inocência e acaba ouvindo desaforos? Ou melhor, lendo? Não? Tudo bem, eu explico.

Essa semana eu reativei o meu formspring. Fiz isso  porque andava recebendo algumas asks de alguns followers anônimos do tumblr. Todos muito fofos, logo digo. 


Se não estou enganada, um deles me perguntou porque eu não fazia um formspring. Eu já tive um, amados leitores. Na época em que era uma febre assim como o Song Piroca Pop é hoje. Não sei porque diabos desativei, mas posso imaginar que foi pelo mesmo motivo que anda me acontecendo novamente.

O problema do formspring é simples: Quando você ativa aquela porcaria, sempre vai ter um filho de uma rapariga para vir falar da sua vida e te criticar do que realmente te fazer uma pergunta.

A questão é que eu ativei essa porcaria já sabendo que ia vir chumbo grosso p'ro meu lado. Dito e feito. 


Um anônimo muito do sem vergonha veio questionar a minha postura na internet. Não sei se daí dá para vocês verem, mas saibam que a minha coluna de 19 anos está mais para uma coluna de 60. Porém, não é esse tipo de postura da qual eu estou me referindo. 

O que eu quero dizer é que recebi "perguntas" disfarçadas de críticas sobre a maneira como eu me comporto na internet, no caso, twitter. Quem me segue, sabe exatamente as porcarias de tweets que eu posto por lá, mas o que me deixa mais incomodada é que muita gente leva a sério as coisas que eu digo. Muita gente, no caso o Sr. Anônimo. 

O problema é que nem tudo que eu posto é realmente algo para ser levado ao pé da letra e por isso, o Sr. Anônimo se achou no direito de dizer que sou forçada por dizer tudo aquilo. Que eu preciso ser mais natural, pois pareço querer ganhar followers e ser um twitter famosinho. Posso até ser como posso também não ser. E o que as pessoas tem haver com isso? Nada. Quem realmente me conhece, sabe o quanto uso o humor como formula de escape. Muitas vezes já escrevi por aqui que pratico auto-bullying e vivo tirando sarro de tudo e todos. Da minha vida, dos meus dias, tanto faz... Prefiro ser assim do que ser aquela pessoa deprimida que vive  reclamando do quanto é miserável. Se for para reclamar, então que seja com humor. Bom ou ruim, isso depende do ponto de vista de cada um. 

A verdade é que a minha vida é boa pra caralho. Desculpem o palavreado, mas não há algo melhor para descrever a intensidade de algo do que o "pra caralho." Eu não tenho o que realmente reclamar dela, não tenho porque sofrer diariamente por amor. Eu tenho amor. Muito amor. De vários tipos e formas. E se eu demonstro isso de outra forma por causa das bobeiras que escrevo por aí, eu sinto muito, mas tem gente que leva algumas redes sociais muito a sério. 

Então, acabei perdendo o meu precioso tempinho explicando para o ofendido Sr. Anônimo que me chamou de problemática e sem amor, que eu não preciso agradar ninguém e que não obrigo as pessoas a gostarem do que eu posto. Eu realmente não controlo as pessoas que querem me seguir, eu não aponto uma arma na cabeça delas e digo: Me segue no twitter, playboy!

Tem gente que leva a internet muito a sério e não sabe separar uma coisa da outra. Se eu precisar ser séria, eu serei. Se eu precisar ser palhaça, arrogante, insuportável ou qualquer outra coisa de ruim que vocês acham que uma pessoa pode ser, sim eu serei. Independente do que eu fizer, alguém vai achar algo ruim e vai falar do mesmo jeito, porque o ser humano adora criticar. 

Mesmo se você tentar fazer algo legal, você soará como um idiota. As pessoas, por algum motivo, te acham idiota. Então, a melhor parte disso tudo é que eu não preciso me esforçar para elas gostarem de mim, porque quem gosta, gosta. Eu não vivo os meus dias para agradá-las e muito menos para fazer elas mudarem de ideia. Quem sou eu para mudar as ideias de toda humanidade? Ninguém. Isso mesmo.

Então, vamos lá. Se o que eu escrevo incomoda, por que perde o seu precioso tempinho lendo tudo e possivelmente me seguindo? Novamente eu digo, não estou com uma arma apontada para a cabeça de ninguém pedindo follow. 

Tento entender que tipo de naturalidade o Sr. Anônimo espera de mim nos meus tweets para agradá-lo e então parecer menos problemática e mais amada. Algo me diz que ele espera que eu seja mais otimista, quando de fato, todos sabem que sou humanamente incapaz disso. Também acho que ele espera que eu fale mais o que estou fazendo, se estou comendo, dormindo, cagando, peidando ou até mesmo transando.

Então, só uma coisinha para acabar com essa putaria toda: Você não sabe nada da minha vida além do que eu posto nessa bagaceira chamada internet. E eu só tenho a dizer que eu tenho pena de quem perde tempo tomando conta da vida dos outros. 

Sei lá, compra uma planta. Toma conta dela. Faça uma boa ação. Só não venha encher a porra do meu saco porque paciência não se compra e a minha está em falta.




1.Jeniffer Aniston as Rachel Green on Friends. ♥
2.Jennifer Morrison as Emma Swan on Once Upon a Time. ♥

26.5.12

Ler e não ter a vergonha de ser feliz.

 Sim, eu mudei a letra da música, mas só porque ler e viver são quase que a mesma coisa para alguém como eu. E olha que nem sempre fui o tipo de garota que ia até a biblioteca da escola, por livre espontânea vontade, para escolher um livro. Confesso que fazem apenas cinco anos que despertei esse amor por eles e que também, depois disso, a tia responsável pelos livros na biblioteca relatou alguns desaparecimentos. 

E quem nunca roubou um livro da biblioteca da escola não sabe o que é viver perigosamente! Eu juro que pretendia devolver, mas o carinho por eles foi maior então eu assumo esse crime. Me prendam! 

Hoje em dia, me considero uma pessoa que entra em uma livraria e passa horas checando as prateleiras atrás do livro perfeito. Acho que sou capaz até de entrar em livrarias apenas pelo prazer de abraçar livros, mesmo sem a intensão de comprar. Acreditem, eu sou capaz de pagar esse mico.

Então, deixando de lado essa minha mania estranha e cafona, quero compartilhar com vocês um textinho muito fofo de Rosemary Urquico que descobri. Ele se chama "Date a girl who reads."  Que na tradução seria: Namore uma garota que lê.


  

Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.



É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.
É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas  garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.
Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até  porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que  pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe  monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve. 


Encontrei o textinho aqui. E a tradução e adaptação é de Gabriela Ventura


2.5.12

There is no answer.




O ser humano é uma raça idiota. Sim, sem rodeios, desse jeito mesmo. Não tenho motivos para descordar, até porque eu venho há um bom tempo tentando entender o que nós pessoas queremos, fazemos ou estamos dispostos a fazer. Se a gente fala A, queremos B. Se falamos B, queremos C, mas nunca iremos querer D. Entendeu? Nem eu, porque essa palhaçada não faz sentido. Acho que nasci para ser assim, aborrecida e surtada com assuntos que grudaram na minha mente e não me largam um minuto.

Já teve a sensação de que você nunca iria parar de pensar em uma coisa ou pessoa? Carrego algo parecido, mas eu juro que não é por mal. Eu tenho essa tendência de querer respostas quando tenho muitas perguntas que, provavelmente, não são para serem respondidas. Algo me deixa inquieta quando ninguém pode respondê-las ou fica fazendo cu doce para não dizer a verdade. Joga a verdade na minha cara porque eu já disse que aguento a porrada quando é preciso tê-la! 

Eu não quero saber sobre o mistério da vida. Afinal, é um mistério. Que graça teria se eu descobrisse? Não quero saber de nada disso porque estou atrás de respostas simples que me pertencem e fariam uma diferença enorme me deixando mais tranquila. Me deixariam dormir sossegada, feliz e com menos culpa. Mas o ser humano é idiota, lembra? Prefere sofrer do que deixar pra lá coisas passadas que não são para serem lembradas. 

Essas perguntas sem respostas me deixam triste. Não exatamente com quem não quer respondê-las, mas eu sou teimosa demais para não culpar alguém. Às vezes, estranhamente, não existem culpados. Apenas uma porção de emoções quebradas que se espalham para todos os lados. Existem coisas que não precisamos saber, mas acredite, existem aquelas que precisamos sim e devemos fazer questão de cobrar uma explicação.

Não tenho nada. Nem uma resposta. Nem mesmo coisas banais. Só perguntas soltas que repito todo santo dia como se elas pudessem serem respondidas por conta própria. E a pior parte nisso tudo, é que não parece haver nada errado em não obter respostas, mas eu não me encaixo nessa parte porque eu preciso delas. Eu preciso de tranquilidade para aguentar o perrengue sem ficar matutando o tempo todo. É como se minha mente me obrigasse a rebobinar todos os motivos do mundo para encontrar a verdade escondida em palavras vazias que me deram uma resposta falsa quando perguntei em voz alta.

Posso procurar em todos os livros do mundo ou no santo Google, mesmo assim eu não terei a minha tão sonhada resposta para o que eu realmente quero saber. A duvida é a minha inimiga no momento. Além das tantas perguntas sem respostas que ninguém parece saber me responder, ela me fez criar mais uma da qual só eu posso respondê-la: Esquecer ou persistir?

Com essa pergunta, começo a achar que é mais fácil eu encontrar uma resposta sobre o mistério da vida.


- Yasmin Back

1.5.12

Aos fantasmas. ♥

Eu devia ter mais vergonha na cara e atualizar esse blog com mais frequência, mas digamos que eu estou com em um estado de espirito nada agradável, meus queridos e amados leitores fantasmas. 


Sim, fantasmas. Eu sei que algumas pessoas ainda param para ler os meus escritos, mas como eu recebo poucos comentários e não faço ideia da maioria que aparece por aqui, me acho no direito de chamá-los assim. Carinhosamente, é claro.


Há poucos dias um seguidor do meu twitter me mandou uma ask em meu tumblr perguntando se eu tinha interesse em fazer um blog no estilo lookdodia-tutoriaisdemaquiagem-comprinhas-e-blá-bá-blá. (Um beijo para a fofura anônima que me elogiou com tanto carinho.) Achei a pergunta interessante e respondi que já havia pensado em algo do tipo, mas como todo mundo sabe, não é o meu estilo.


Eu sou uma largada, para falar a verdade. Eu não vejo eu me dedicando à um blog dessa maneira, por isso criei esse daqui como uma espécie de confessionário onde eu posso expressar as minhas ideias e opiniões. É o meu espaço. Esse é o meu gênero. Não é o tempo inteiro que possuo motivos para escrever e confesso que a maioria das vezes a preguiça toma conta do meu ser. Mesmo eu sendo apaixonada pelas palavras, elas adoram tirar férias da minha cabecinha um tanto quanto pesada com pensamentos desgastantes. 


Me lembro de ter dito que queria mudar um pouco a cara do blog e isso é verdade. Quero compartilhar mais coisas com vocês, coisas que eu realmente gosto de fazer. Não tenho absolutamente nada contra os blogs que abordam o assunto "moda", pelo contrário, eu admiro quem tem um e consegue com muito esforço e criatividade dar conta de algo tão grande.


E quando falo de mudanças, é complicado descrevê-las. Não é nada tão radical, até porque mudanças são, às vezes, um tanto quanto incertas. O que eu posso dizer é que sempre estarei postando coisas minhas, coisas que eu gosto ou coisas que eu não gosto. Uma vez que esse espaço é meu e ele precisa ser baseado no que eu sou. 


Um beijo na testa de vocês, fantasmas.