Eu me lembro de ter prometido a mim mesma que eu jamais procuraria qualquer motivo para pensar nessas coisas outra vez. Acho que cheguei a prometer também que não pensaria mais em você e nem deixaria as pessoas saberem que você me afeta. Porque acabou e dizem que quando acaba é pra valer. Deve ser assim que funciona, mas vou confessar que comigo as coisas demoram um pouquinho para acontecer.
Eu sofro de coisas e essas coisas são cruéis. Eu penso nelas diariamente, porque são as que eu mais sinto falta e é algo me ocorre o tempo todo. É apenas uma maneira de dizer que não deu tempo de consertar o esfolado dos meus tantos sentimentos causados pela perda. Não entenda isso como uma recaída porque eu sou forte. Eu entendo que algumas coisas precisam ser deixadas de lado para se viver bem. Eu sou mais forte do que eu aparento ser porque eu aprendi a respirar fundo e manter a calma, mas eu não aprendi a esquecer.
Não me leve a mal. Eu vivo minha vida de forma dramática porque eu sinto demais, eu vejo demais e eu penso demais. É uma combinação de merda e acredite... Eu gostaria de ser mais porra louca inconsequente para ver se você ainda sabe que eu existo e que eu sinto falta. Não necessariamente de você, mas do que tínhamos.
Não tenho problema em admitir... Eu passo boa parte da minha vida sentindo falta de um bocado de coisas porque são importantes para quem eu sou. Elas me definem.
Sinto falta de cada sorriso, cada risada. Sinto falta do tempo em que sentávamos para falar de coisas sérias, para expor nossas ideias e teorias que eram impressionantemente parecidas. Sinto falta de discutir e quebrar a cabeça para não perder os argumentos porque eu bem lembro que você tinha certa habilidade com isso.
Sinto falta das nossas brigas que eram cercadas de orgulho, mas que no final tudo acabava bem. Sinto falta de ter algo importante para falar. Sinto falta de ter um papo inteligente porque essas coisas são fundamentais na vida de qualquer pessoa, na minha principalmente. Sinto falta daquela sua energia que era ótima quando eu precisava fazer tudo ou nada. Sinto falta do seu esforço de não mostrar a sua perda de paciência.
Sinto falta dos medos que compartilhávamos. Sinto falta das suas piadas e do seu jeito engraçado porque você sabia o quanto eu eu gosto de pessoas que me fazem rir. Sinto falta dos segredos e da intimidade. Sinto falta do seu senso de humor errado. Sinto falta de como você me explicava algo que eu não entendia e de como você me contava as suas histórias. Algumas eram engraçadas, outras sérias e outras irrelevantes, mas eu juro... Eu amava as suas histórias porque boa parte delas eu me encaixava, boa parte delas fazia eu me sentir conectada.
E eu sinto falta, principalmente, de como nunca ficávamos em silêncio. Nunca existiu qualquer silêncio entre nós porque a conversa sempre rendia e é isso que eu sinto falta. Eu sinto falta da sua perfeita companhia, da sua inteligência que espantava qualquer silêncio.
Tínhamos algo que ninguém compreendia e eu não sei ao certo se existe algum nome para o que nos envolvia. Porque meu bem, você levou tudo isso e me deixou no silêncio que sempre temíamos. Fez um buraquinho sem vergonha que eu sinceramente não acho que será preenchido.
Your Nav Bar Here
3.2.13
11.12.12
There's something wrong.
Moço, eu não sei quem você é, mas eu gosto de conversar com você. Está sempre por aqui quando eu preciso apenas de um tempo para colocar pra fora tudo o que está acumulado aqui dentro do meu peito.
Você não tem pressa. Não me dá razão e muito menos me tira ela. Você não me pressiona e não se importa que eu esteja alegre demais, triste demais ou nervosa demais em menos de 5 minutos. Você não liga para o meu humor oscilante. Não tem interesse de saber porque eu mudei de ideia tão rápido. Você não me interrompe quando sabe que eu estou pensando em uma maneira de manter a calma. Você não me enche de perguntas, mas sabe que eu preciso fazê-las o tempo inteiro.
Você não me provoca quando eu assisto aquele filme várias e várias vezes porque sabe o motivo. Você sabe o meu segredo e não me critica por mantê-lo. Também não dá bola para a minha falta de paciência e nem usa o meu jeito estourado e inconsequente de ser como motivos para um "Precisamos conversar". Você não faz nada disso porque você não existe. E eu gosto tanto de você, porque gostar é suficiente no momento e é o que eu preciso. Gostar é bom porque não envolve promessa, não envolve pressão. Gosto de você moço, porque você sabe que eu não posso te amar. Não posso te amar agora.
Eu não te amo. Amar é muito e eu não posso com tanto peso no momento. Eu não estou pronta e você sabe. Eu não estou pronta para muita coisa e eu não tenho previsão de quando eu vou estar, mas você não tem pressa, não é mesmo? Você não me pressiona e nem diz coisas que fariam eu me sentir uma cretina. Eu sei que quando eu precisar falar, você vai estar aqui para saber de todos os meus motivos...
Agora... Estaria eu gostando do nada? Estaria eu gostando de ninguém? Estaria eu gostando de mim mesma? Eu não sei, essa coisa toda perde o sentido quando eu tento explicar. Acho que é porque são sentimentos e tanta gente diz que sentimentos não se explicam.
Acho que preciso de um milagre, mas Deus é muito ocupado. Ele tem coisas mais importantes para serem feitas. Então continuo seguindo do meu jeitinho, cheia de perguntas sem respostas que eu não espero realmente que sejam respondidas. Você se lembra, eu prefiro não saber.
Permaneço naquele jogo perigoso onde cada dia mais fica difícil me equilibrar nessa corda bamba da vida. Vou de um lado para o outro, quase caindo. Não tenho dois pés esquerdos para ser tão desequilibrada, mas acabei me sentindo assim de alguns tempos pra cá.
Acho que me desequilibrei demais e não me lembro ao certo como se faz para não cair. Me encontrei pendurada nela. Daqui onde estou consigo ver que a queda é feia. Como aquelas que acontecem uma vez ou outra na vida de algumas crianças que descobrem que é divertido pular na cama e acabam beijando o chão. E eventualmente ganhando um braço quebrado...
O sorriso? O sorriso permanece porque ele é um disfarce perfeito. Ele é a linha tênue entre o belo e o desastre. Eu o transformei no mais impetuoso que existe e com ele sei que vou me machucar, moço. E se eu não me machucar, sei que vou machucar alguém porque é o que eu faço. Você sabe, eu faço isso com certa frequência e as vezes nem tenho a intenção.
Eu apenas sei que tem alguma coisa errada e eu sei que as minhas palavras já não fazem mais sentido. E juntos sabemos como isso é cruel para quem sente demais.
23.11.12
Que tal um beijo, Saumensch?
"Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito."
Como pode alguém sustentar um ciúmes tão bobo por causa de um livro? Um livro mundialmente conhecido e lido por muitas pessoas. Possivelmente, algumas estão lendo pela primeira vez, outras estão relendo e outras nem sabem da sua existência. Não me sinto estranha por sentir esse ciúmes, pois tenho certeza de que não sou a única.
"A menina que roubava livros" foi amor a primeira leitura. Jamais esquecerei do vazio que senti quando li suas ultimas linhas. Nunca esquecerei de quando eu finalmente encontrei o meu livro preferido. E não quero esquecer de quando me dei conta de que existe algo em suas páginas que descreve alguns dos meus sentimentos.
Houve momentos em que eu me encontrei entre Liesel Meminger e a Morte. Acabei me apaixonando pelo garoto dos cabelos cor de limão que vive pedindo beijos. Aprendi a arte de dizer Saumensch. Torci demais por um judeu que roubava o céu, escondido em um porão na Rua Himmel, 33. Muitas vezes eu quis aprender a tocar acordeão e enrolar cigarros. Respeitei a mulher dos punhos de ferro e senti por Liesel a maior de todas as watschen. Senti com ela a emoção de cada livro roubado e cada significado aprendido no dicionário Duden.
Descobri que o branco é sim uma cor e que eu não vou querer discutir isso com a Morte. Porque uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes e as pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim. Descobri que uma garota pode aprender a ler e que em pouco tempo ela seguraria as palavras nas mãos feito nuvens e as torceria feito chuva. E viraria a Sacudidora de Palavras...
Li atentamente a história do homenzinho estranho que decidiu três detalhes importantes sobre sua vida:
1. Ele repartiria o cabelo do lado contrário ao de todas as pessoas .
2. Criaria para si um bigode pequeno e esquisito.
3. Um dia, ele dominaria o mundo.
E sem sombra de dúvidas, eu jamais esquecerei o fato de que irei morrer e que não devo me sentir preocupada por isso, pois a Morte se erguerá cordialmente sobre mim e me levará embora gentilmente.
Apenas sei que nessas páginas existe a história mais linda que já li em toda minha vida e que senti vontade ser cada personagem. Viver cada emoção. Aprendi a amar as palavras graças a Markus Zusak e com esse livro, descobri que eu era lotada de palavras e tinha uma sede enorme que precisava ser saciada.
Então o blog nasceu e me auto nomeei Saumensch.
Hoje sou uma Sacudidora de Palavras.
1.11.12
Pra me encher de você.
Moço, resolvi manter alguns pensamentos danificados devido aos últimos acontecimentos. Estão um pouco arranhados, alguns estão faltando peças e outros precisam apenas serem polidos para melhorarem um pouco a aparência, mas eu garanto. Eles funcionam.
O meu cérebro ainda cria momentos, ainda traz imagens de um passado não tão distante, mas o presente vem fazendo o seu caminho e com certa persistência, varrendo toda a sujeira para fora de casa. O que é bom, pois debaixo do tapete já não é um bom lugar para se esconder nada.
A ideia é se livrar de tudo e não deixar rastros. Assim mesmo, como um lixo acumulado ou como um assassinato meticulosamente planejado onde não podemos, de maneira alguma, deixar pistas que nos levem a julgamento.
Porém, o que os nossos olhos evitam, o coração sabe. É ele a vítima, é ele que quer justiça. Quer vingança de uma forma ou de outra, seja ela pela maneira mais simples ou pela mais difícil. Maneiras essas, que nunca sabemos ao certo quais são e nem se valem a pena. Mas para o coração, eu não falo de amor. Ele anda tão frágil que não quer saber do assunto. Ele nem sabe que o amor é como água transparente e cristalina onde todo mundo quer dar um mergulho ou dar um gole. Porém, se tomada em excesso pode fazer mal um bocado à saúde.
Diálogos quebrados são criados pelos pensamentos danificados. O que era para ser certo, nunca esteve tão destruído. Cheio de ferrugem por causa dos dias de tempestades onde repetimos constantemente as mesmas palavras. Dias longos, cansativos, largados, esquecidos e relembrados.
Moço, quanta saudade cabe em uma vida? Quantas lembranças a gente pode carregar? Existe um número certo ou tudo isso é ilimitado? Seria bom ter uma ideia do que é que a gente carrega com tanto desespero. Desespero que machuca, viu? Parecem vidros que podem cortar quando erguemos para olhar melhor na luz do sol que nos cega. Acho que são os pensamentos, moço. Mesmo quebrados, ainda brilham. Cheios de cores bonitas feito o arco-íris depois de uma chuva de verão. Eles nos enganam, deve ser por isso que dói tanto mantê-los.
Recebo visitas da melancolia as vezes, moço. Sempre tão presente, nunca perde a oportunidade de me trazer algumas angústias. Me deixa sempre com alguns erros estampados em meu rosto, mas eu não reclamo não. Isso faz de mim tão humana, tão cheia de sentir... Sempre com a ideia de que muita gente se vai, mas a gente sempre fica. Sempre fica com algo.
Os pensamentos quebrados cheios de defeitos, lembra? Talvez eu nunca chegue a consertá-los, mas o apego é sempre tão teimoso, moço. Essa teimosia dele é um grande problema, pois fazer a limpeza e me livrar do que não me serve mais anda complicado somente por causa dele. Enquanto o apego me atrapalha, o desapego não quer nem me dar uma forcinha. E ele é tão forte, mas tão sossegado na sua vida marota...
Moço, se você chegar, não se assuste com a bagunça. Não sou uma acumuladora compulsiva, mas faço o possível para me livrar do que não me é mais saudável. Você tem a chave, mas não posso garantir que eu esteja em casa quando você chegar. Talvez eu esteja por aí, ocupada com alguma coisa que me faça esquecer, mas eu prometo que volto.
Eu volto pra me encher de você.
16.10.12
Cri, cri, cri...
Alguém por aqui?
Cri, cri, cri, cri...
Não, você não está lendo um post antigo. É novo mesmo. Parece mentira, mas é verdade. Então, por favor, todos cantando Aleluia porque depois de meses eu tomei vergonha na cara para explicar o meu desaparecimento.
Quem sabe o motivo, desconsidere, mas para quem não sabe, lá vai...
Gente, ando num sofrimento do cão sem internet durante esses meses. Acho até que perdi o dom da escrita, mas eu sei que ele está aqui em algum lugar. Guardado em um cantinho empoeirado esperando que eu apareça para brincar com ele, estilo brinquedo de Toy Story.
O meu drama não é brincadeira não! Eu sei que sou meio exagerada das ideias, mas quem sabe da história, tem noção do quanto está cada vez maior a minha guerra com a Vivo Telefônica para instalar a porcaria do meu speedy lá em casa. Acreditam que esses safados dizem que não existe disponibilidade na minha região? Como isso? Eu não moro em outro planeta! Quero o extermínio de todos, porque eu apenas transferi o telefone de local e perdi o speedy. Anyway... A questão é que a briga anda grande, mas eu não quero chateá-los com o meu desespero. Só fiquem sabendo que eu ainda ganho esse batalha!
Eu estou mesmo com saudade do meu cantinho e com saudade de escrever para os meus poucos leitores. Alguns até andam me cobrando, mas vamos combinar, pra quem vive de 3G do celular é impossível fazer um post decente, né? Então, hoje eu dei o meu jeitinho e arranjei uma internet alheia pra quebrar o meu galho.
Ao que interessa, apenas tenho a dizer que durante esses meses muita coisa me aconteceu. Muitos planos mudaram, muitas coisas ruins e coisas boas também vieram para dar um up na vida. Uma delas é que eu passei no vestibular, novamente. Sim, meus queridos, eu já fiz um semestre de faculdade de fotografia, porém a faculdade em que eu estava não me agradava. Então esse ano, deixei um grande plano de lado para tentar novamente e então, passei para a universidade que tanto queria. E a melhor parte disso é que terei uma ótima companhia ano que vem nos estudos.
Estou super contente. Muito mais do que o normal. Acabei me viciando em uma série que se chama Castle e ela tem me trazido muitas alegrias e sorrisos depois que House acabou. Todo mundo sabe o quanto House significa na minha vida e o quanto sofri com o fim da série. Ainda sofro é claro, mas Castle vem me ajudando a superar.
Também ganhei uma nova paixão, agora a Olivia Wilde precisa dividir o meu coração com a Stana Katic. Eu não quero comparar as duas porque a Olivia é o amor da minha vida, mas o sorriso da Stana me deixa desestruturada. Não é fácil essa vida de fangirl.
A verdade é que eu me sentia muito curada depois do fim de House, eu estava equilibrada, mas aí a minha amiga Tamires me fez o grande favor de me apresentar Castle e o barraco desabou. Eu ando descontrolada torcendo pelo shipper Caskett, mas chega. Eu poderia passar horas falando o quanto ando apaixonada por eles....
Essa é só uma das noticias boas, mas eu também preciso falar das ruins. Isso me incomoda, porque nem todo mundo consegue esconder o desconforto por muito tempo. Há dez dias atrás o meu painho sofreu um infarto. Sim, assim mesmo. Corri com ele na teimosia para o hospital e passei horas tentando fazer ele ser atendido adequadamente. Foi uma loucura e eu realmente passei um nervoso enorme naquele lugar, porque dá licença né? Era o meu pai!
Então, depois de horas, o médico nos contou que ele estava sofrendo um infarto, mas que não era tão forte como o da maioria das pessoas. O que nos acalmou bastante saber que as condições dele não eram tão desesperadoras. Tudo correu bem e ele passou algum tempo internado. Todos pula porque painho já está em casa e pronto para outra. (Espero que essa outra nunca chegue!)
É em momentos assim que a gente percebe que ninguém é eterno. O meu maior medo é viver sem meus pais e eu detesto pensar que um dia isso acontecerá. O que me deixa muito neurótica, porque minha mãe já passou por isso três vezes, então vocês não fazem noção de como eu vivo na paranoia. Mas vamos deixar isso pra depois? A vida não precisa ser tão rápida agora, não é mesmo? Pois é.
O tempo é corrido e eu queria poder fazer um grande post para todos vocês. Pensar bem nas palavras e deixar a inspiração tomar conta, mas me incomoda a ideia de que eu não tenho tempo suficiente para sentar e escrever os meus escritos. Preciso saciar a minha sede de palavras, mas é preciso ter paciência.
As ideias estão se acumulando, os pensamentos estão em um loop infinito e eu estou louca para expulsá-los da minha mente e jogá-los aqui. Eu nunca tive muita paciência, mas acho que é agora que eu preciso começar a cultivar. Eu estou viva, para quem ainda tinha dúvidas. Eu não abandonei o blog e nem pretendo.
Ah, e quem aí for bom em macumba ou algo do tipo, eu aceitaria de bom grado uma que me ajudasse a obter a minha internet o mais rápido possível. Prometo trazer o amor verdadeiro em 3 dias, só que não.
Assim como eu não quero abandoná-los, também espero que vocês não me abandonem.
Até outra hora, bonitos.
24.6.12
A gente carrega tudo.
O dia em que meu pai me disse "tudo que eu faço é para você e seu irmão" eu já tinha 17 anos. Acho que foi no mesmo dia em que ele também disse "a coisa mais valiosa que tenho na vida é a nossa família".
Família: Como você cresceu. O que anda fazendo? Como vão os namorados? Tem se alimentado bem? Está tão magrinha. Você só vive nesse computador. Precisa pegar um pouco de sol, sua pele implora.
Avó: É só uma lembrancinha, filha, achei a sua cara.
Avô: Cuidado com os pés de feijão que eu plantei!
Avó: Vou acender uma vela para a Nossa Senhora da Aparecida para você passar na prova.
Avô: Você pegou no sono assistindo o Jornal Nacional comigo e perdeu os parabéns da sua mãe na festa surpresa lá na tia Bete.
Mãe: Já arrumou a zona do seu quarto?
Irmão: Yasméeeeeeeeeeeeeeeeeeeen!
Coordenadora da escola: Você não tem aula? Por que adora ficar aqui na direção batendo papo?
Professora de matemática: Você nunca se importa com nada! Eu vou dar visto nessa matéria e se eu te pegar colando na prova amanhã eu vou te dar um zero na hora. Cansei dessa palhaçada, Yasmin!
Professor de geografia: Espero que este livro seja de boa ajuda para o seu objetivo. E também que possa fazer com que você não se esqueça de mim, pois não me esquecerei de você. Boa sorte.
Professor de história no primeiro dia de aula: Vai dar uma volta lá no pátio, beber uma água, pegar um ar enquanto eu termino essa aula. Você está atrapalhando, então pode ir. Não vou te dar falta.
Coordenadora: Quantas vezes nesse mês você já usou essa desculpa de cólica para não assistir a aula?
Tia da biblioteca: Você precisa me devolver aquele livro, vou ter que te multar.
Terapeuta: Você é uma menina incrível e eu estou orgulhoso do trabalho que anda fazendo para você mesma e para as pessoas com esse projeto.
Lais: Vai tomar no cu.
Família: Como você cresceu. O que anda fazendo? Como vão os namorados? Tem se alimentado bem? Está tão magrinha. Você só vive nesse computador. Precisa pegar um pouco de sol, sua pele implora.
Avó: É só uma lembrancinha, filha, achei a sua cara.
Avô: Cuidado com os pés de feijão que eu plantei!
Avó: Vou acender uma vela para a Nossa Senhora da Aparecida para você passar na prova.
Avô: Você pegou no sono assistindo o Jornal Nacional comigo e perdeu os parabéns da sua mãe na festa surpresa lá na tia Bete.
Mãe: Já arrumou a zona do seu quarto?
Irmão: Yasméeeeeeeeeeeeeeeeeeeen!
Coordenadora da escola: Você não tem aula? Por que adora ficar aqui na direção batendo papo?
Professora de matemática: Você nunca se importa com nada! Eu vou dar visto nessa matéria e se eu te pegar colando na prova amanhã eu vou te dar um zero na hora. Cansei dessa palhaçada, Yasmin!
Professor de geografia: Espero que este livro seja de boa ajuda para o seu objetivo. E também que possa fazer com que você não se esqueça de mim, pois não me esquecerei de você. Boa sorte.
Professor de história no primeiro dia de aula: Vai dar uma volta lá no pátio, beber uma água, pegar um ar enquanto eu termino essa aula. Você está atrapalhando, então pode ir. Não vou te dar falta.
Coordenadora: Quantas vezes nesse mês você já usou essa desculpa de cólica para não assistir a aula?
Tia da biblioteca: Você precisa me devolver aquele livro, vou ter que te multar.
Terapeuta: Você é uma menina incrível e eu estou orgulhoso do trabalho que anda fazendo para você mesma e para as pessoas com esse projeto.
Lais: Vai tomar no cu.
17.6.12
Problemática e sem amor.
Essa semana eu reativei o meu formspring. Fiz isso porque andava recebendo algumas asks de alguns followers anônimos do tumblr. Todos muito fofos, logo digo.
Se não estou enganada, um deles me perguntou porque eu não fazia um formspring. Eu já tive um, amados leitores. Na época em que era uma febre assim como o Song Piroca Pop é hoje. Não sei porque diabos desativei, mas posso imaginar que foi pelo mesmo motivo que anda me acontecendo novamente.
O problema do formspring é simples: Quando você ativa aquela porcaria, sempre vai ter um filho de uma rapariga para vir falar da sua vida e te criticar do que realmente te fazer uma pergunta.
A questão é que eu ativei essa porcaria já sabendo que ia vir chumbo grosso p'ro meu lado. Dito e feito.
Um anônimo muito do sem vergonha veio questionar a minha postura na internet. Não sei se daí dá para vocês verem, mas saibam que a minha coluna de 19 anos está mais para uma coluna de 60. Porém, não é esse tipo de postura da qual eu estou me referindo.
O que eu quero dizer é que recebi "perguntas" disfarçadas de críticas sobre a maneira como eu me comporto na internet, no caso, twitter. Quem me segue, sabe exatamente as porcarias de tweets que eu posto por lá, mas o que me deixa mais incomodada é que muita gente leva a sério as coisas que eu digo. Muita gente, no caso o Sr. Anônimo.
O problema é que nem tudo que eu posto é realmente algo para ser levado ao pé da letra e por isso, o Sr. Anônimo se achou no direito de dizer que sou forçada por dizer tudo aquilo. Que eu preciso ser mais natural, pois pareço querer ganhar followers e ser um twitter famosinho. Posso até ser como posso também não ser. E o que as pessoas tem haver com isso? Nada. Quem realmente me conhece, sabe o quanto uso o humor como formula de escape. Muitas vezes já escrevi por aqui que pratico auto-bullying e vivo tirando sarro de tudo e todos. Da minha vida, dos meus dias, tanto faz... Prefiro ser assim do que ser aquela pessoa deprimida que vive reclamando do quanto é miserável. Se for para reclamar, então que seja com humor. Bom ou ruim, isso depende do ponto de vista de cada um.
A verdade é que a minha vida é boa pra caralho. Desculpem o palavreado, mas não há algo melhor para descrever a intensidade de algo do que o "pra caralho." Eu não tenho o que realmente reclamar dela, não tenho porque sofrer diariamente por amor. Eu tenho amor. Muito amor. De vários tipos e formas. E se eu demonstro isso de outra forma por causa das bobeiras que escrevo por aí, eu sinto muito, mas tem gente que leva algumas redes sociais muito a sério.
Então, acabei perdendo o meu precioso tempinho explicando para o ofendido Sr. Anônimo que me chamou de problemática e sem amor, que eu não preciso agradar ninguém e que não obrigo as pessoas a gostarem do que eu posto. Eu realmente não controlo as pessoas que querem me seguir, eu não aponto uma arma na cabeça delas e digo: Me segue no twitter, playboy!
Tem gente que leva a internet muito a sério e não sabe separar uma coisa da outra. Se eu precisar ser séria, eu serei. Se eu precisar ser palhaça, arrogante, insuportável ou qualquer outra coisa de ruim que vocês acham que uma pessoa pode ser, sim eu serei. Independente do que eu fizer, alguém vai achar algo ruim e vai falar do mesmo jeito, porque o ser humano adora criticar.
Mesmo se você tentar fazer algo legal, você soará como um idiota. As pessoas, por algum motivo, te acham idiota. Então, a melhor parte disso tudo é que eu não preciso me esforçar para elas gostarem de mim, porque quem gosta, gosta. Eu não vivo os meus dias para agradá-las e muito menos para fazer elas mudarem de ideia. Quem sou eu para mudar as ideias de toda humanidade? Ninguém. Isso mesmo.
Então, vamos lá. Se o que eu escrevo incomoda, por que perde o seu precioso tempinho lendo tudo e possivelmente me seguindo? Novamente eu digo, não estou com uma arma apontada para a cabeça de ninguém pedindo follow.
Tento entender que tipo de naturalidade o Sr. Anônimo espera de mim nos meus tweets para agradá-lo e então parecer menos problemática e mais amada. Algo me diz que ele espera que eu seja mais otimista, quando de fato, todos sabem que sou humanamente incapaz disso. Também acho que ele espera que eu fale mais o que estou fazendo, se estou comendo, dormindo, cagando, peidando ou até mesmo transando.
Então, só uma coisinha para acabar com essa putaria toda: Você não sabe nada da minha vida além do que eu posto nessa bagaceira chamada internet. E eu só tenho a dizer que eu tenho pena de quem perde tempo tomando conta da vida dos outros.
Sei lá, compra uma planta. Toma conta dela. Faça uma boa ação. Só não venha encher a porra do meu saco porque paciência não se compra e a minha está em falta.
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2.Jennifer Morrison as Emma Swan on Once Upon a Time. ♥
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