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13.3.12

Pê. ♥


Descobri recentemente que tenho um péssimo hábito: Procrastinar.
Acho que faço dele o meu hábito favorito, já que eu funciono dessa forma. Eu sempre deixarei para depois o que eu posso fazer agora. Como por exemplo esse post. 

Há algum tempo atrás eu queria muito mudar o layout do blog e deixá-lo mais receptivo para quem viesse aqui dar uma olhadinha nos meus escritos. Pedi ajuda para uma das pessoas mais importantes da minha vida: Minha melhor amiga. Óbvio que a nossa afobação não deu muito certo, mas a verdade é que eu não me importo. Uma coisa levou à outra e então eu acabei prometendo que iria fazer um post exclusivo para ela.

Eu não sei direito como eu posso começar a falar sobre a Lais, sobre nós duas e a nossa amizade nada normal. De qualquer forma, vocês precisam estar cientes que, apesar de eu ter prometido esse post para ela eu não vou negar o quanto eu enrolei para fazê-lo. Fiquei à pensar sobre as palavras certas a serem ditas aqui, pois conheço a Lais já fazem praticamente cinco anos. Nós duas sustentamos uma amizade muito forte e a nossa história é longa, mas eu tentarei ser breve.

É normal as pessoas hoje em dia terem amigos virtuais. Fazer a amizade crescer até chegar ao ponto de você ter vontade de ter essas amizades por perto o tempo inteiro. É claro que a internet é um meio de tornar as coisas fáceis, mas você jamais vai poder atravessar a tela de um computador e abraçar o seu amigo ou sua amiga.

Eu passei muito tempo desejando que muitas pessoas estivessem do meu lado. A Pê (Lais) é uma delas, pois nossa amizade cresceu tanto que hoje somos melhores amigas. Passamos por situações semelhantes, enfrentamos muitas barras juntas e então nossa amizade além de ser virtual, um dia se tornou real. 

A Pê mora a pelo menos 2h de viagem da minha casa. Não é como se ela estivesse em outro estado como outras amigas que tenho perdidas por esse Brasil. Não tive a mesma sorte de vê-las pessoalmente ainda. Entre nós duas, não é uma distância tão grande, mas aprendemos a lidar com esse tipo de coisa numa boa.

Fui passar alguns dias na casa da Pê semana passada. Diferenças sempre vamos ter, manias nunca vamos perder. Não sei explicar o quanto uma amizade desse tipo é valorizada por mim, mas posso afirmar com certeza que a tenho guardada no peito. E porque ter segredos, risadas, sonhos, brigas, ciúmes, brincadeiras, apelidos, fases... É normal e é completamente real. Tudo isso é importante e nunca deixou de ser porque eu serei sempre feliz por ter pessoas queridas comigo, pois sem elas a vida seria uma porcaria. 

E vamos combinar, de fácil a vida não tem nada, mas quando se tem a companhia de pessoas que você ama, tudo será no mínimo mais suportável. É importante ter pessoas que entendem o seu ponto de vista e que está sempre em sintonia com o que você pensa. Estar feliz por você e te aceitar da sua maneira. Tudo isso é bom.

Então eu não vou ficar falando sobre os valores da amizade verdadeira, nem do quanto ela é essencial porque ninguém aqui sofre de retardo duplo. Todo mundo sabe da importância disso e então, se você tem algum amigo que pode confiar e amar sem medo, também sabe que palavra nenhum descreverá a importância do sentimento que vocês compartilham.

Amizade é mesmo o que dizem: Todas as formas belas de amor. E o amor, nunca muda.

Eu te amo, Pê. Hoje e sempre.








27.2.12

Nineteen years later. ♥

Há um ano atrás eu fiz um post sobre os meus 18 anos  e nele eu expliquei o que fazer aniversário significava pra mim, mas não esperava que em apenas um ano algumas coisas mudassem. 


Eu aprendi a gostar um pouco dessa data, mas não pensem que eu sou do tipo que muda de opinião rápido. Muito pelo contrário, eu martelo até o fim. O fato é que estou fazendo 19 anos hoje, não é muito e nem é pouco, mas é o suficiente e é próximo do "quase adulto." 


Para algumas pessoas, fazer 19 anos não é nada demais e é até um pouco irritante alguém tão jovem reclamar dessa idade porque segundo os mais velhos, eu tenho muito o que viver ainda. Não tiro a razão deles, ainda preciso viver muita coisa, porém, não estou reclamando. E de qualquer forma, eu amadureci algumas ideias. Mantenho alguma intactas como aquela sobre comemoração e atenção exagerada. Não gosto, me aborrece tanta atenção, mas cada ano que passa eu aprendo um pouco mais sobre mim mesma e sobre a vida.


Sou jovem, cometo erros e estou disposta a organizar cada ideia que eu tenho. Fazer 19 anos é algo natural agora. Não me sinto tão assustada como o ano passado, talvez porque eu tenha me acalmado e me acostumado com a ideia de que nascemos para progredir e não regredir. Aprendi a ser um pouco mais otimista sobre mim mesma, aceitar que responsabilidades chegam o tempo todo e estou disposta à tomar conta de tudo. Quero manter isso. Posso ser tudo o que eu era há um ano atrás ou não. Posso mudar um pouco mais durante um ano. Ser sempre a péssima aniversariante que não sabe lidar com os parabéns, a atenção, a data e tudo o que ela representa. A única diferença disso tudo é que eu ainda sei quem eu sou, e mesmo com os anos passando, certas coisas não mudam. 


E para tornar a ideia de aniversário menos pesada, não tem como não rir da minha própria má sorte. Fazer aniversário em plena segunda-feira cretina é algo inesquecível, fazer aniversário em um mês em que a zona rola solta no carnaval é inegável. Pelo menos pra mim. Hoje, preciso dar risada de certas coisas que andam acontecendo comigo, preciso pegar leve. Ir com calma porque nem tudo é motivo para aborrecimento. É deixar o senso de humor solto, sem medo. Não quero que vocês tomem a ideia de que estou colocando drama demais nesse assunto, até porque eu tenho uma fama enorme por ser um pouquinho ou até muito dramática.


Não, bonitos, não tem nada haver com isso. Aniversário nunca foi uma coisa ruim, nunca. Quando a gente cresce, certas coisas perdem um pouco a graça e fazer aniversário é uma delas. As coisas ficam monótonas e sempre fáceis de adivinhar. É sempre a mesma piada, entende?


Mas esse ano é diferente. Esse ano vai ser diferente porque eu quero que seja, então, vou contar a verdade para todos vocês. Estou feliz e confiante por estar crescendo. ♥



25.2.12

Say X.

Primeiramente eu preciso agradecer a Dani, minha loirinha mais linda, por ter feito esse banner super cute pra mim. Eu simplesmente amei a simplicidade dele e espero que vocês também tenham gostado. Obrigada novamente, princesa. ♥


Enfim... Há alguns dias eu fiz um passeio super divertido com o Vinicius Lorato


Conheço o Vini desde os tempos de colégio, fazíamos um projeto juntos e então acabamos ficando amigos por essa aproximação que o projeto nos permitia com várias escolas da nossa cidade. Descobrimos que temos um gosto em comum: Somos dois amantes da fotografia e estamos sempre dispostos a explorar cada vez mais esse mundo.


Com esse objetivo, o passeio que fizemos foi exatamente por isso. Fomos ao parque natural fotografar um pouco. Foi divertido porque pude namorar um pouquinho a Pentax K1000 que ele havia comprado há pouco tempo e que também, é uma das máquinas que sempre cobicei. 


Gastamos um filme todo fotografando tudo que achávamos que poderia dar uma bela foto e então a ansiedade de saber como elas ficariam tomou conta de nós dois. A parte mais divertida em fotografar com máquinas antigas é o fato de que não tem como você ver o resultado da foto na hora, como muitas máquinas modernas nos mostram. A ansiedade e a empolgação é a parte mais legal disso tudo. Fora que as imagens possuem um tom antigo, vintage... Exatamente o tom que sempre procurei para algumas fotos, porém é um pouco difícil adquirir em uma edição no photoshop. (Se alguém souber alguma técnica, ficarei feliz em saber.)


Eu levei o filme para revelar, porém só ficaria pronto depois do carnaval. O que me chateou um pouco, mas não podia fazer nada a não ser esperar.  E então, resolvi mostrar para vocês o resultado. Separei algumas para vocês darem uma olhadinha: 


18.2.12

Meme 11 questions.

Olá, meus bonitos. Recebi uma indicação muito fofa da Nanda que é um meme chamado "11 questions". Achei super interessante e resolvi fazer. Porém, ele tem algumas regrinhas e eu irei explicar para todos vocês.


"Cada pessoa tem que postar 11 coisas sobre si mesma em seu blog, responder as perguntas de quem te indicou e criar 11 novas perguntas para quem você for indicar responder, escolher 11 pessoas para indicar e colocar o link delas no seu post, comentar no blog das pessoas que você escolheu e dizer que as indicou e não indicar a tag para quem já te indicou." - Então vamos logo começar...



12.2.12

Não me deixa cair não.


Vem, pode vir. Eu não quero. Por que? Tenho medo. Não precisa ter medo, estou com você. E se eu cair? Eu vou te segurar quando estiver lá. E se não conseguir? Bem, eu posso tentar. Você não sabe se vai conseguir! É por isso que eu quero tentar. Tudo bem. Então estica a perna, abre os braços e pula. Isso não tem como funcionar. Você nem ao menos tentou! Eu tenho medo de altura. Eu também, mas temos que arriscar. Isso é insano! Eu vou primeiro. Não me deixa sozinha! Não vou deixar. Promete? Prometo. Viu, não foi tão difícil, agora é a sua vez. Ainda assim posso me machucar. Você é sempre tão desconfiada assim? Não é desconfiança. É o que então? É cuidado. É loucura. Não me chame de louca! Você fica linda brava. Eu não vejo graça.  Se acalma e vamos tentar de novo, vamos lá, como eu te ensinei. Eu não sei. Feche os olhos e pule, estarei aqui para te ajudar, se solta aos poucos. É fácil dizer, você já está aí. Mas agora é diferente. Por que? Porque é você quem está aí em cima. Eu não sei porque fui concordar com isso. Porque você me ama. Eu não te amo! Não diga isso, você sabe o que dizem sobre negação. Eu não te amo. Você sabe. Sei o que? Que um dia vamos casar! Eca, você é meu melhor amigo! Exatamente. Exatamente o que? Nós vamos ficar juntos pra sempre. Não seja idiota, eu nunca ficaria com você. Eu sou feio? Não é isso. Então o que é? Não posso ficar com você. Por que? Porque funcionamos muito bem juntos. Quem te disse essa coisa idiota? Isso importa? Você está fugindo. Não, eu só quero descer da droga desse lugar. Então pule. Não posso! Você é a pessoa mais corajosa que eu conheço. Não pareço corajosa agora. Qual o problema de pular? O problema não é pular. Então qual é? O problema é onde irei cair. Cairá nos meus braços, eu vou te segurar. Eu não posso cair nos seus braços. Por que não? Porque não posso cair diretamente na paixão. Pode sim. Não sei se devo. Eu posso te acomodar no meu peito. Vai ser difícil. Nada é fácil. E como será depois? Não se preocupe, a gente pode lidar com isso. Mas uma hora vai incomodar, cansar, desesperar.Você está quase conseguindo. Me segura. Seguro. Pra sempre? Sempre. 


Yasmin Back.

9.2.12

Um passo na direção certa.

Janeiro se foi, fevereiro chegou e o meu inferno astral veio subindo a ladeira cada vez mais! Já ouvi falar muito sobre esse tipo de coisa, mas descobri recentemente que inferno astral acontece pelo menos um mês antes do seu aniversário. Então, vocês podem imaginar a minha situação já que o meu aniversário está chegando e tudo de ruim está liberado para acontecer antes do dia em que eu vim para esse mundão. 

Eu comecei o ano com o maior otimismo que alguém como eu pode chegar a ter e olha... Não é fácil. Não é fácil porque a criatura aqui nunca foi de praticar otimismo exagerado. Pode ser uma ignorância sem tamanho, mas quando decido me tornar uma pessoa melhor, filtrar os meus sentimentos e pensamentos para deixá-los menos pesados, algo ruim acontece. É sempre algo que chega para foder de vez a minha estrutura. 

Eu nunca fui muito equilibrada. Sou toda errada, minha vida é um caos e eu adoro dramatizar tudo. Para vocês entenderem melhor, o fato é que eu perdi boa parte dos meus supostos amigos, afastei alguns filhos da puta da minha vida, o meu relacionamento acabou e a minha tia está internada na UTI depois da descoberta de um tumor no cérebro. E sabe o que eu fiz? Fugi para Cabo Frio para deixar esses problemas de lado e dar inicio a uma fase nova. Sentar na beira do mar, ler um bom livro, respirar o ar, sentir o sol, ver pessoas novas e sentir a energia boa tomando conta. 

Cabo Frio foi um ótimo recomeço. A viagem caiu perfeitamente bem e me deu novas motivações. Não digo isso da boca pra fora porque tudo funciona assim: Perdemos pessoas ao longo da vida. Sempre iremos ter o coração partido por alguém, sofremos com a dor alheia e então damos um jeito de aprender a lidar com a nossa. 

Simples, mas não fácil.

Eu não irei mentir para vocês. Eu sinto cada dia mais pelos últimos acontecimentos, mas o que todo mundo espera é que eu fique de mimimi reclamando da vida e tentando achar um culpado. Sabe, nem tudo tem um culpado. As coisas tomam o seu rumo e eu não posso simplesmente parar a minha vida por causa de um coração partido ou algumas pessoas que não me faziam muito bem. Eu não vou me isolar e me esconder. Não vou ficar sentada procurando uma resposta para tudo.

Acabou? Acabou. A-ca-bou! Espera porque ainda vou fazer muita piada sobre isso um dia. Eu sou assim, pratico auto-bullying. Faço piada sobre mim mesma e adoro dar risada sobre os acontecimentos ruins que me acontecem. Tudo será uma eterna piada e o que me resta é rir disso tudo para não tornar as coisas um pouco piores.

O legal é dar início à coisas novas, procurar se reconstruir e deixar as lamúrias para depois por mais que isso seja um clichê barato. A minha viagem foi ótima, tive bons momentos e de noite eu tentava dormir rapidamente para viver mais um dia. A cidade era linda, cheia de pessoas bonitas e a verdade é que eu não queria voltar para casa nunca mais. Eu estava até pensando em viver por lá mesmo, encontrar um novo amor, me decepcionar de novo e então mudar para outro lugar. O problema é que o Rio de Janeiro é viciante, lá tudo é mais belo e tudo é mais feliz. Eu viveria numa boa naquela cidade. ♥

Entendeu como funciona? Se for preciso mudar, todo mundo irá querer. Todo mundo sempre estará disposto a melhorar. E eu que sou toda errada, estou dando um passo na direção certa e só preciso dar mais um milhão deles. São um milhão? Mas logo serão tão poucos que eu nem irei mais me preocupar com a quantidade.

É que todo mundo adora causar pânico. Todo mundo adora uma lamentação para ser chamado de coitadinho. Coitadinho é o caralho! Eu não quero pena, eu quero é sair da merda e viver minha vida. Não quero desanimar, não quero deixar de amar e não quero deixar de conhecer pessoas. Tristeza todo mundo tem, aceitar ela é outro papo. Mantém o sorriso que tudo vai se ajeitando.

É ser diferente, mesmo que lá no fundo todo mundo seja igual.


Mais Aqui.

16.1.12

Be you. Find you. Be happy with that.

Como tem passado, moço? Faz tanto tempo que não nos falamos.


Pois é... Mudanças aconteceram e não vou mentir para você, porque não adiantaria. Você sabe, nem tudo é como a gente espera, até porque as mudanças não são das melhores, mas não é o fim do mundo. Não pode ser. Eu só não sei como dizer, moço, mas parece que quanto mais a gente espera por algo, mais distante esse algo fica.


Nunca entendi direito essa coisa de esperar as coisas acontecerem, até porque não podemos viver a vida dessa forma. Não dá para simplesmente sentar, cruzar os braços e esperar. Veja bem, quando eu era criança, esperava ganhar uma Barbie no meu aniversário e ao invés disso, eu ganhei roupas. Se tem uma coisa que aborrece toda criança em seu aniversário, é ganhar roupas como presente. As mães adoram, mas espera aí! Eu estava esperando ansiosamente pela minha Barbie Californiana que vinha com vários adereços! 


Eu queria mostrar para todo mundo a minha boneca linda, mas infelizmente eu não a ganhei. Eu nunca disse isso para ninguém, porque eu seria muito idiota em contar para as minhas amiguinhas que eu iria ganhar a boneca em meu aniversário, quando na verdade, eu não ganhei. Com que cara eu diria que não ganhei nada?  Andei pensando sobre isso esses dias e cheguei a conclusão de que isso parece ser um consenso universal sobre o fato de que ganhamos aquilo que merecemos, ou nem isso, para falar a verdade.


Hoje em dia eu espero muita coisa, moço. Espero sim porque eu não sou estúpida, eu preciso fazer planos, preciso esperar acontecer para conseguir entender se isso é bom ou ruim em qualquer possível decisão que eu precise tomar. Eu sou assim, não dá para mudar algo que eu carrego desde sempre. Não posso simplesmente ser impulsiva e entrar de cabeça em uma coisa que eu não faço ideia se será boa ou terrivelmente ruim para  minha vida, entende? A questão não é arriscar, a questão é ser racional.


Vai dar certo? Tudo bem, vamos nessa. Não vai? Paciência, vamos seguir com o plano B.
A maioria das pessoas não age desse jeito e deve ser por isso que eu seja tão presa de certa forma. Eu admito. Sempre considerei demais as minhas possibilidades, moço. É uma espécie de auto-controle, pois não me sinto confortável em dar um passo maior do que a perna. Eu posso cair e me machucar feio e eu não quero carregar mais uma cicatriz. Eu não teria orgulho de contar a sua história, muito menos a falha tentativa que se esconde por trás dela.


Não me julgue mal, moço. Ninguém gosta de falhar e eu sei que isso é um problema para alguém como eu, porque precisamos arriscar em um determinado momento de nossas vidas, mas entenda... Eu somo minhas oportunidades e prefiro arriscar na hora certa. 


Será que isso é tão errado assim? Parece que sim, pela maneira como as pessoas costumam agir quando tento falar sobre a ideia. Tenho uma admiração enorme por quem vai lá com a cara e a coragem de se jogar e arriscar tudo.  Eu não quero julgar a coragem alheia e muito menos dizer quem é estúpido ou não, porque eu mesma posso ser estúpida com o meu jeito. Eu não sei se eu queria ser alguém assim, moço, porque eu gosto de ser como eu sou. A gente precisa se gostar não é mesmo? E é aí que está a diferença entre mim e o resto do mundo.


Eu me gosto. Mesmo com as minhas paranoias, minhas manias de pensar demais, minhas indecisões, meu jeito explosivo e incontrolável de ser. Gosto até da minha TPM. Da minha intolerância. Acho que tudo isso é o que me torna única de alguma forma e eu preciso ter orgulho disso. Não só preciso, como devo.


Então, por enquanto eu vou ficando aqui com as minhas lamurias e somando as minhas oportunidades. Eu chego lá, moço. Chego sim.
Não será nenhum problema chegar um pouquinho atrasada. Pressa é uma coisa que eu nunca tive quando se trata de fazer a decisão certa.


Yasmin Back