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17.8.11

Let it be.

Quer saber, menina? A vida tem essas limitações, esses arrastões e, com certeza, essas confusões. Não dá para saber se é de propósito, mas somos tão pretensiosos que achamos sempre que é algo pessoal com a gente.

Sabe menina, a gente vive metendo os pés pelas mãos, confundindo as coisas, trocando nomes, pensamentos, vivendo de fantasias e porquês. Não conseguimos evitar, viver na mesmice é inaceitável até para mim que costuma gostar das coisas como são. A gente fica querendo que o mundo acabe, com todo esse drama de que nada vale a pena, mas você sabe - sim, eu sei que sabe - as coisas são como tem que ser. Eu sei que é foda e eu sei que você deve estar sentindo algo parecido agora. 

Eu sei que você deve achar que o amor não é para o seu bico, menina. Mas ele é. O amor é para todos.
Não se pode negar, ninguém vive sem ele. E tudo bem, não é só você. Ninguém descobriu como controlá-lo e sabe por que? Ele é solto. E tudo que é solto não sabe viver preso e por isso, deve ser por isso, que o amor vive com todo tipo de gente. 

Nenhuma vida deve parar só por causa de uma dor. Não pode ser assim e se for, aprenda a encarar a merda com a cabeça erguida. No final do dia você pode chorar o quanto quiser, cruzar os braços, fazer greve de fome, o que for, não importa. Mas viva uma coisinha de cada vez. Um passo de cada vez.

Não é facíl passar os dias com essa agonia, mas é assim mesmo. No primeiro dia pode ser ruim, no segundo pode ser pior. No terceiro você vai achar que é o fim do mundo. E no quarto, você pede para morrer. Quando chega o quinto, as coisas mudam os ares. No sexto você se sente mais leve. Já no sétimo, você está pronta para enfrentar tudo de novo.

Viva, menina. Mas é para viver de verdade, essas coisas que você não sabe lidar só fazem parte dessa vida bagunçada. É preciso aprender que é na dor que o amor acontece. Sem hora marcada, sem intenção. Pra que essa pressa toda? Senta aqui e bebe um café, porque o tempo vai passar do mesmo jeito. E quando você se sentir pronta, menina, você vai. Vai lá ver o que te espera. Let it be.

                                                                                                                    Yasmin Back





29.7.11

Meu doce Caio...

“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.

Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.

Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?

A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.

Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.

Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”

                                                                                           - Caio Fernando Abreu.

6.7.11

Te amar, meu bem.

Quero falar sobre mim. Sobre você. Sobre nós. Sobre a gente.
Quero falar dessa coisa boa que anda acontecendo. Esse "amar" gostoso que descobri.
Tenho você só pra mim. De um jeito que não posso dizer que é possessivo, 
mas posso chamá-lo de Meu. "Meu amor."

Você é o meu lado bom, o meu lado correto que me faz querer ser uma pessoa melhor.
Tenho você todo completo, disposto a dividir cada detalhe, cada pedacinho de mim.
Não sei porquê. Sou tão assim, cheia de papo, mas você parece saber lidar comigo.

Não preciso pedir nada, sabe exatamente o que quero, tudo o que sinto e tudo o que não sinto.
Tenho em você o completo, eu o encontrei, e isso significa muito.
Parece bobo, eu sei. Mas te carrego comigo e isso me dá conforto. Você me conforta, coisa minha.

Me sinto bem quando o vejo, e por isso, deve ser por isso, que sorrio ao lembrar do meu chato favorito.
Te amar é tão fácil e por isso o riso sempre vem. Ah, como você me faz bem.


Dedicado à Octávio Coelho. (Meu bem...)

                                                                                                                                 
                                                                                                          Yasmin Back

11.5.11

É confuso.

Olha, assim fica meio difícil. Difícil mesmo.

Essa coisa de não saber o que vai acontecer, eu não gosto muito dela. Para falar a verdade, eu não gosto nada, nada dela. É tão ruim ficar o tempo todo se limitando, se controlando e talvez, inutilmente se equilibrando em uma corda bamba chamada "vida".

Esperamos demais, esperamos o tempo todo. Aqui, ali, agora ou depois. Tanto faz, o fato é que esperamos um tempo absurdo para conseguirmos ou descobrirmos o que realmente nos espera. É injusto a vida ter um controle sobre a gente e não acho que exista uma justificativa muito boa para isso.

Para viver moderamente "bem" é preciso segurar firme, é preciso aguentar até o ultimo fio de cabelo, é preciso compartilhar, sentir e provavelmente se obrigar a seguir em frente quando tudo começa a desmoronar e não exista outro jeito a não ser largar tudo e começar novamente. Em volta disso tudo, coloca um pouquinho de amadurecimento para reconhecer as coisas boas, os momentos marcantes e para valorizar cegamente um pouquinho de amor que nos resta.

Ah, essa vida toda complicada e travessa. Adora brincar com a gente, nos agarra como se fossemos brinquedos. Ela é a criança de cinco anos que agarra o seu brinquedo favorito e não nos larga nem para tomar banho.

Essa coisa que chamamos de vida é também a única coisa que nos resta e nos da motivação, ela faz despertar o mesmo sentimento várias vezes e incrivelmente por várias pessoas, mas talvez o problema não seja somente dela.

Pude perceber, a vida tem a sua estrada, o seu caminho, mas somos nós que desviamos dele. Ela somente será cruel com quem a desafia, mas sempre irá nos mostrar que necessitamos sentir e até mesmo fugir do caminho para decobrir que o sentido dela não é como se estivesse ali traçado ou escrito em um simples pedaço de papel.

E eu não entendo o porquê disso, desse processo louco que ela nos proporciona que mais parece uma tortura cada dia que passa. Mas sei que sobreviver não é fácil e tentar entender a vida com certeza não é a coisa mais simples do mundo.

                                                                                                          - Yasmin Back

1.5.11

Sunday morning.

Hoje é domingo e como diz o ditado: "É pé de cachimbo". Não sei se esse cachimbo é de ouro e nem sei se bate no touro, mas eu aprecio o domingo mesmo assim.

Ah, eu adoro o domingo. Para falar a verdade, eu adoro manhã de domingo. Esteja ela chuvosa, ensolarada ou apenas nublada.

Parece loucura, mas eu realmente acho bom acordar cedinho nesse dia, não todas as vezes é claro. Dormir é bom, dormir é bom até demais. Mas sinceramente, o que seria da manhã de domingo se eu não parasse para simplesmente descrevê-la?

Vamos lá: Eu adoro o ver a maneira como o sol nasce, adoro ouvir a maneira como os passaros cantam com empolgação lá fora, adoro ouvir o som do silêncio enquanto todos dormem e a casa permanece quietinha, quietinha, como se ela fosse só minha. Eu adoro saber que há qualquer momento minha mãe acordará e irá preparar um café quentinho. Adoro tomar esse café quentinho assistindo TV ou simplesmente fazendo companhia para mamãe.

O domingo é cheio de tradições, pelo menos no meu caso. Há domingos que não são aproveitados dessa maneira, mas ainda sim não deixa de ser um dia bom. Aquele dia preguiçoso que te deixa mole para aguentar a segunda-feira brava no dia seguinte.

Aquele domingo que é aproveitado junto com a família. Claro, o famoso domingo em família.  O domingo tedioso, o domingo que não passa nada empolgante na programação da TV.  O domingo que, às vezes, é simplesmente ignorado e desejado que passe de uma vez. O domingo que trás uma nostalgia que invade o peito.

Eita domingo complicado.

                                                                                                          - Yasmin Back

25.4.11

Planos aqui e planos alí.

Escrever, escrever, escrever. Algumas coisas são extremamente cansativas, mas escrever jamais. Eu amo escrever, assim como ler e fotografar.

Confesso que gostaria de fazer muito mais do que isso, mas as palavras são o tipo de coisa que adoram se esconder. Talvez seja por isso que eu não venho escrevendo muito, mas fique sabendo que escrever é uma das poucas coisas que me deixa feliz. 

Felicidade para algumas pessoas é ter um bom emprego, ter dinheiro, uma casa, uma família, ser cercado de amigos, uma vida invejável.
A minha felicidade não é tão diferente, isso tudo faz parte do que eu chamo de "meus planos".

Planos. Isso é tipo de coisa que significa que tudo pode acontecer.

A partir do momento que você começa a planejar alguma coisa, tem a grande noção de que pode muito bem acabar em merda ou em felicidade. É o risco que todos correm e eu, não sou excessão.

Felicidade pra mim é ter a liberdade de escrever quando puder, ler um livro sem me importar que o tempo passe, fotografar aquilo que minha câmera tiver capacidade de capturar, ficar horas no computador, dormir até tarde, tomar um café quentinho e clichê. Eu sou como todo mundo, eu faço planos e a maioria das vezes eles são egoistas. Até um certo ponto eu prefiro planejar sozinha, sonhar sozinha.

Compartilhar coisas não é o meu forte. Sou assim, fechada, meio fria e acredito mesmo se eu não fazer uma escolha certa alguém é capaz de roubar os meus sonhos e estragar os meus planos sobre a felicidade.

Talvez eu magoe algumas pessoas sem querer, talvez eu devesse dar a oportunidade de alguém ser capaz de planejar comigo, mas sinceramente, ninguém é como a gente espera.
Eu não posso abraçar o mundo e não espero nem por um mísero segundo que o mundo pare para me abraçar. Mas sou contraditória, eu sei que planejar sozinha não é tão emocionante quanto ter alguém que te ajude a organizar suas ideias.

Todo mundo faz planos. Todo mundo quer que eles funcionem e essa coisa de planejar junto não é totalmente impossível. Arrume alguém que faça isso com você sem medo, que te ajude a dar sentido para sua vida, que ao amanhecer quando você abrir os olhos e olhar para o outro lado da cama essa pessoa ainda esteja ao seu lado. Uma pessoa que te aguentará nos dias de TPM e que mentirá na maior boa intenção quando dizer que você continua linda e que ama todos os seus lados, até mesmo quando você resolver ficar do avesso.

Converse, some as oportunidades, continue errando porque é atravez do erro que chegamos ao acerto. No coração só deve entrar quem a gente quer, quem a gente permite. E ninguém jamais tem a obrigação de ser o que o mundo inteiro quer que seja.

O importante é ter apego ao que é seu, ao que te faz feliz. E posso jurar que a maioria aprecia profundamente essa simplicidade que se torna uma das melhores coisas da vida.

                                                                                     - Yasmin Back

16.3.11

O que te faz feliz?

Certa pessoa uma vez me fez essa pergunta. Admito que na hora eu pensei responder da melhor maneira possível. Com palavras espertas, procurando coisas importantes que praticamente todas as pessoas diriam.
Não foi bem isso que aconteceu. Na verdade eu fiquei em silêncio por um tempinho, pois acabei repetindo a pergunta em minha mente.

“O que me faz feliz?”

Fiquei em silêncio absoluto procurando a melhor resposta. Eu não soube qual era, eu não sabia o que realmente me fazia feliz, mas sabia o que realmente me fazia bem - o que me fazia sorrir.
Percebi que não é uma pergunta fácil de responder, mas também não é tão difícil assim. Todos nós procuramos exemplos de felicidade quando na verdade não paramos para pensar que ela se encontra em coisas pequenas, quase imperceptíveis. Eu me dei conta disso, que talvez essas coisas que me faziam bem e eventualmente sorrir, era a minha humilde felicidade.

A pessoa que me fez essa pergunta, me fez entender que o grande erro das pessoas é procurar felicidade em coisas indistintas. Querendo dar uma resposta sábia ou algo assim.
O caminho que buscamos para felicidade é complicado, cheio de armadilhas perigosas, coberto por riscos que às vezes nos questionamos se vale a pena corrê-los. Somos sempre duas metades. Aquela decidida e a indecisa.
Muitas vezes a indecisa ganha, mas é por puro medo, isso eu posso garantir. Então, eu lhe faço a mesma pergunta, de maneira difrente...

“O que realmente te faz feliz?”

Sim, eu irei lhe dar todo o tempo do mundo para responder.
Não tenha pressa, eu posso esperar….

                                                                                                       - Yasmin Back