O dia em que meu pai me disse "tudo que eu faço é para você e seu irmão" eu já tinha 17 anos. Acho que foi no mesmo dia em que ele também disse "a coisa mais valiosa que tenho na vida é a nossa família".
Família: Como você cresceu. O que anda fazendo? Como vão os namorados? Tem se alimentado bem? Está tão magrinha. Você só vive nesse computador. Precisa pegar um pouco de sol, sua pele implora.
Avó: É só uma lembrancinha, filha, achei a sua cara.
Avô: Cuidado com os pés de feijão que eu plantei!
Avó: Vou acender uma vela para a Nossa Senhora da Aparecida para você passar na prova.
Avô: Você pegou no sono assistindo o Jornal Nacional comigo e perdeu os parabéns da sua mãe na festa surpresa lá na tia Bete.
Mãe: Já arrumou a zona do seu quarto?
Irmão: Yasméeeeeeeeeeeeeeeeeeeen!
Coordenadora da escola: Você não tem aula? Por que adora ficar aqui na direção batendo papo?
Professora de matemática: Você nunca se importa com nada! Eu vou dar visto nessa matéria e se eu te pegar colando na prova amanhã eu vou te dar um zero na hora. Cansei dessa palhaçada, Yasmin!
Professor de geografia: Espero que este livro seja de boa ajuda para o seu objetivo. E também que possa fazer com que você não se esqueça de mim, pois não me esquecerei de você. Boa sorte.
Professor de história no primeiro dia de aula: Vai dar uma volta lá no pátio, beber uma água, pegar um ar enquanto eu termino essa aula. Você está atrapalhando, então pode ir. Não vou te dar falta.
Coordenadora: Quantas vezes nesse mês você já usou essa desculpa de cólica para não assistir a aula?
Tia da biblioteca: Você precisa me devolver aquele livro, vou ter que te multar.
Terapeuta: Você é uma menina incrível e eu estou orgulhoso do trabalho que anda fazendo para você mesma e para as pessoas com esse projeto.
Lais: Vai tomar no cu.
Your Nav Bar Here
24.6.12
17.6.12
Problemática e sem amor.
Essa semana eu reativei o meu formspring. Fiz isso porque andava recebendo algumas asks de alguns followers anônimos do tumblr. Todos muito fofos, logo digo.
Se não estou enganada, um deles me perguntou porque eu não fazia um formspring. Eu já tive um, amados leitores. Na época em que era uma febre assim como o Song Piroca Pop é hoje. Não sei porque diabos desativei, mas posso imaginar que foi pelo mesmo motivo que anda me acontecendo novamente.
O problema do formspring é simples: Quando você ativa aquela porcaria, sempre vai ter um filho de uma rapariga para vir falar da sua vida e te criticar do que realmente te fazer uma pergunta.
A questão é que eu ativei essa porcaria já sabendo que ia vir chumbo grosso p'ro meu lado. Dito e feito.
Um anônimo muito do sem vergonha veio questionar a minha postura na internet. Não sei se daí dá para vocês verem, mas saibam que a minha coluna de 19 anos está mais para uma coluna de 60. Porém, não é esse tipo de postura da qual eu estou me referindo.
O que eu quero dizer é que recebi "perguntas" disfarçadas de críticas sobre a maneira como eu me comporto na internet, no caso, twitter. Quem me segue, sabe exatamente as porcarias de tweets que eu posto por lá, mas o que me deixa mais incomodada é que muita gente leva a sério as coisas que eu digo. Muita gente, no caso o Sr. Anônimo.
O problema é que nem tudo que eu posto é realmente algo para ser levado ao pé da letra e por isso, o Sr. Anônimo se achou no direito de dizer que sou forçada por dizer tudo aquilo. Que eu preciso ser mais natural, pois pareço querer ganhar followers e ser um twitter famosinho. Posso até ser como posso também não ser. E o que as pessoas tem haver com isso? Nada. Quem realmente me conhece, sabe o quanto uso o humor como formula de escape. Muitas vezes já escrevi por aqui que pratico auto-bullying e vivo tirando sarro de tudo e todos. Da minha vida, dos meus dias, tanto faz... Prefiro ser assim do que ser aquela pessoa deprimida que vive reclamando do quanto é miserável. Se for para reclamar, então que seja com humor. Bom ou ruim, isso depende do ponto de vista de cada um.
A verdade é que a minha vida é boa pra caralho. Desculpem o palavreado, mas não há algo melhor para descrever a intensidade de algo do que o "pra caralho." Eu não tenho o que realmente reclamar dela, não tenho porque sofrer diariamente por amor. Eu tenho amor. Muito amor. De vários tipos e formas. E se eu demonstro isso de outra forma por causa das bobeiras que escrevo por aí, eu sinto muito, mas tem gente que leva algumas redes sociais muito a sério.
Então, acabei perdendo o meu precioso tempinho explicando para o ofendido Sr. Anônimo que me chamou de problemática e sem amor, que eu não preciso agradar ninguém e que não obrigo as pessoas a gostarem do que eu posto. Eu realmente não controlo as pessoas que querem me seguir, eu não aponto uma arma na cabeça delas e digo: Me segue no twitter, playboy!
Tem gente que leva a internet muito a sério e não sabe separar uma coisa da outra. Se eu precisar ser séria, eu serei. Se eu precisar ser palhaça, arrogante, insuportável ou qualquer outra coisa de ruim que vocês acham que uma pessoa pode ser, sim eu serei. Independente do que eu fizer, alguém vai achar algo ruim e vai falar do mesmo jeito, porque o ser humano adora criticar.
Mesmo se você tentar fazer algo legal, você soará como um idiota. As pessoas, por algum motivo, te acham idiota. Então, a melhor parte disso tudo é que eu não preciso me esforçar para elas gostarem de mim, porque quem gosta, gosta. Eu não vivo os meus dias para agradá-las e muito menos para fazer elas mudarem de ideia. Quem sou eu para mudar as ideias de toda humanidade? Ninguém. Isso mesmo.
Então, vamos lá. Se o que eu escrevo incomoda, por que perde o seu precioso tempinho lendo tudo e possivelmente me seguindo? Novamente eu digo, não estou com uma arma apontada para a cabeça de ninguém pedindo follow.
Tento entender que tipo de naturalidade o Sr. Anônimo espera de mim nos meus tweets para agradá-lo e então parecer menos problemática e mais amada. Algo me diz que ele espera que eu seja mais otimista, quando de fato, todos sabem que sou humanamente incapaz disso. Também acho que ele espera que eu fale mais o que estou fazendo, se estou comendo, dormindo, cagando, peidando ou até mesmo transando.
Então, só uma coisinha para acabar com essa putaria toda: Você não sabe nada da minha vida além do que eu posto nessa bagaceira chamada internet. E eu só tenho a dizer que eu tenho pena de quem perde tempo tomando conta da vida dos outros.
Sei lá, compra uma planta. Toma conta dela. Faça uma boa ação. Só não venha encher a porra do meu saco porque paciência não se compra e a minha está em falta.
1.Jeniffer Aniston as Rachel Green on Friends. ♥
2.Jennifer Morrison as Emma Swan on Once Upon a Time. ♥
26.5.12
Ler e não ter a vergonha de ser feliz.
Sim, eu mudei a letra da música, mas só porque ler e viver são quase que a mesma coisa para alguém como eu. E olha que nem sempre fui o tipo de garota que ia até a biblioteca da escola, por livre espontânea vontade, para escolher um livro. Confesso que fazem apenas cinco anos que despertei esse amor por eles e que também, depois disso, a tia responsável pelos livros na biblioteca relatou alguns desaparecimentos.
E quem nunca roubou um livro da biblioteca da escola não sabe o que é viver perigosamente! Eu juro que pretendia devolver, mas o carinho por eles foi maior então eu assumo esse crime. Me prendam!
Hoje em dia, me considero uma pessoa que entra em uma livraria e passa horas checando as prateleiras atrás do livro perfeito. Acho que sou capaz até de entrar em livrarias apenas pelo prazer de abraçar livros, mesmo sem a intensão de comprar. Acreditem, eu sou capaz de pagar esse mico.
Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.
É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.
Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.
Encontrei o textinho aqui. E a tradução e adaptação é de Gabriela Ventura
2.5.12
There is no answer.
Já teve a sensação de que você nunca iria parar de pensar em uma coisa ou pessoa? Carrego algo parecido, mas eu juro que não é por mal. Eu tenho essa tendência de querer respostas quando tenho muitas perguntas que, provavelmente, não são para serem respondidas. Algo me deixa inquieta quando ninguém pode respondê-las ou fica fazendo cu doce para não dizer a verdade. Joga a verdade na minha cara porque eu já disse que aguento a porrada quando é preciso tê-la!
Eu não quero saber sobre o mistério da vida. Afinal, é um mistério. Que graça teria se eu descobrisse? Não quero saber de nada disso porque estou atrás de respostas simples que me pertencem e fariam uma diferença enorme me deixando mais tranquila. Me deixariam dormir sossegada, feliz e com menos culpa. Mas o ser humano é idiota, lembra? Prefere sofrer do que deixar pra lá coisas passadas que não são para serem lembradas.
Essas perguntas sem respostas me deixam triste. Não exatamente com quem não quer respondê-las, mas eu sou teimosa demais para não culpar alguém. Às vezes, estranhamente, não existem culpados. Apenas uma porção de emoções quebradas que se espalham para todos os lados. Existem coisas que não precisamos saber, mas acredite, existem aquelas que precisamos sim e devemos fazer questão de cobrar uma explicação.
Não tenho nada. Nem uma resposta. Nem mesmo coisas banais. Só perguntas soltas que repito todo santo dia como se elas pudessem serem respondidas por conta própria. E a pior parte nisso tudo, é que não parece haver nada errado em não obter respostas, mas eu não me encaixo nessa parte porque eu preciso delas. Eu preciso de tranquilidade para aguentar o perrengue sem ficar matutando o tempo todo. É como se minha mente me obrigasse a rebobinar todos os motivos do mundo para encontrar a verdade escondida em palavras vazias que me deram uma resposta falsa quando perguntei em voz alta.
Posso procurar em todos os livros do mundo ou no santo Google, mesmo assim eu não terei a minha tão sonhada resposta para o que eu realmente quero saber. A duvida é a minha inimiga no momento. Além das tantas perguntas sem respostas que ninguém parece saber me responder, ela me fez criar mais uma da qual só eu posso respondê-la: Esquecer ou persistir?
Com essa pergunta, começo a achar que é mais fácil eu encontrar uma resposta sobre o mistério da vida.
- Yasmin Back
1.5.12
Aos fantasmas. ♥
Eu devia ter mais vergonha na cara e atualizar esse blog com mais frequência, mas digamos que eu estou com em um estado de espirito nada agradável, meus queridos e amados leitores fantasmas.
Sim, fantasmas. Eu sei que algumas pessoas ainda param para ler os meus escritos, mas como eu recebo poucos comentários e não faço ideia da maioria que aparece por aqui, me acho no direito de chamá-los assim. Carinhosamente, é claro.
Há poucos dias um seguidor do meu twitter me mandou uma ask em meu tumblr perguntando se eu tinha interesse em fazer um blog no estilo lookdodia-tutoriaisdemaquiagem-comprinhas-e-blá-bá-blá. (Um beijo para a fofura anônima que me elogiou com tanto carinho.) Achei a pergunta interessante e respondi que já havia pensado em algo do tipo, mas como todo mundo sabe, não é o meu estilo.
Eu sou uma largada, para falar a verdade. Eu não vejo eu me dedicando à um blog dessa maneira, por isso criei esse daqui como uma espécie de confessionário onde eu posso expressar as minhas ideias e opiniões. É o meu espaço. Esse é o meu gênero. Não é o tempo inteiro que possuo motivos para escrever e confesso que a maioria das vezes a preguiça toma conta do meu ser. Mesmo eu sendo apaixonada pelas palavras, elas adoram tirar férias da minha cabecinha um tanto quanto pesada com pensamentos desgastantes.
Me lembro de ter dito que queria mudar um pouco a cara do blog e isso é verdade. Quero compartilhar mais coisas com vocês, coisas que eu realmente gosto de fazer. Não tenho absolutamente nada contra os blogs que abordam o assunto "moda", pelo contrário, eu admiro quem tem um e consegue com muito esforço e criatividade dar conta de algo tão grande.
E quando falo de mudanças, é complicado descrevê-las. Não é nada tão radical, até porque mudanças são, às vezes, um tanto quanto incertas. O que eu posso dizer é que sempre estarei postando coisas minhas, coisas que eu gosto ou coisas que eu não gosto. Uma vez que esse espaço é meu e ele precisa ser baseado no que eu sou.
Um beijo na testa de vocês, fantasmas.
Sim, fantasmas. Eu sei que algumas pessoas ainda param para ler os meus escritos, mas como eu recebo poucos comentários e não faço ideia da maioria que aparece por aqui, me acho no direito de chamá-los assim. Carinhosamente, é claro.
Há poucos dias um seguidor do meu twitter me mandou uma ask em meu tumblr perguntando se eu tinha interesse em fazer um blog no estilo lookdodia-tutoriaisdemaquiagem-comprinhas-e-blá-bá-blá. (Um beijo para a fofura anônima que me elogiou com tanto carinho.) Achei a pergunta interessante e respondi que já havia pensado em algo do tipo, mas como todo mundo sabe, não é o meu estilo.
Eu sou uma largada, para falar a verdade. Eu não vejo eu me dedicando à um blog dessa maneira, por isso criei esse daqui como uma espécie de confessionário onde eu posso expressar as minhas ideias e opiniões. É o meu espaço. Esse é o meu gênero. Não é o tempo inteiro que possuo motivos para escrever e confesso que a maioria das vezes a preguiça toma conta do meu ser. Mesmo eu sendo apaixonada pelas palavras, elas adoram tirar férias da minha cabecinha um tanto quanto pesada com pensamentos desgastantes.
Me lembro de ter dito que queria mudar um pouco a cara do blog e isso é verdade. Quero compartilhar mais coisas com vocês, coisas que eu realmente gosto de fazer. Não tenho absolutamente nada contra os blogs que abordam o assunto "moda", pelo contrário, eu admiro quem tem um e consegue com muito esforço e criatividade dar conta de algo tão grande.
E quando falo de mudanças, é complicado descrevê-las. Não é nada tão radical, até porque mudanças são, às vezes, um tanto quanto incertas. O que eu posso dizer é que sempre estarei postando coisas minhas, coisas que eu gosto ou coisas que eu não gosto. Uma vez que esse espaço é meu e ele precisa ser baseado no que eu sou.
Um beijo na testa de vocês, fantasmas.
1.4.12
Everybody lies.
1º de Abril. Dia da mentira. Dia das petas. Dia dos tolos. Dia dos bobos. Dia de Gregory House. Nada mais justo do que ilustrar esse post com o meu lindo britânico Hugh Laurie. Eu não posso com esse sorrisinho lindo, sabe gente? Te amo, seu puto! ♥
Deixando as minhas declarações de lado, acho bizarramente engraçada a maneira como esse dia é tão significativo na vida da gente. Não estou falando das piadinhas e nem das pegadinhas. Todo mundo já se cansou da maioria, apesar de fazer uso delas todo santo ano. Hoje, querendo ou não, esse dia tem a sua importância se formos parar para pensar só um cadinho.
Segundo o nosso santo Google - que eu amo muito também - a tradição de 1º de abril surgiu no país dos nossos queridinhos Franceses no século XVI envolvendo calendários, crenças e todos esse blá blá blá de gente que adora infernizar a vida de quem crê em algo. Então, vamos deixar essa ladainha de lado e falar logo sobre isso de uma outra maneira.
A questão é que eu admiro esse dia muitíssimo porque, de fato, todo mundo mente. E não digo isso só porque sou obcecada e assisto há anos a série do cara que mente da maneira mais fodástica do mundo, mas sim porque querendo ou não isso é real. Todo mundo mente. Sem exceções. Seja uma mentira grande, pequena, relevante ou irrelevante. A mentira está aí sendo usada de um jeito bom ou ruim, dependendo das circunstâncias.
Claro que tem muita gente que odeia a mentira. Culpa Deus e o universo por cada uma que teve que enfrentar ao longo da vida. Eu não sei se sou exceção ou uma espécie estranha de outro planeta habitando este aqui, mas eu não consigo odiar a mentira. Não me entendam mal. Não sou uma cretina sem pai e sem mãe que nunca me ensinaram que mentir é feio e papai do céu não gosta. Muito pelo contrário. Não posso me considerar uma mentirosa experiente porque todo mundo mantém segredos e precisa mentir sobre eles. Tem muita gente que usa a mentira como uma forma de se proteger. Eu já fiz e ainda faço isso muitas vezes.
Todo mundo possui a ideia de que mentir é errado. É claro que é. Ninguém disse que mentir é certo ou algo que você deve se orgulhar. O que todo mundo espera é que você ao menos saiba mentir direito. Mentir muitas vezes é conveniente e preciso, como no caso de receber uma noticia ruim sobre a morte de alguém ou quando você precisa mentir para não ferir os sentimentos de uma pessoa que você gosta muito.
Muita gente confunde omissão com mentira. Isso é algo completamente diferente. Tem coisas que as pessoas não precisam saber. A maneira como você usa, cria, diz ou faz a sua mentira é o que vai te definir como uma pessoa que mente para o bem ou alguém cretino que só sabe se aproveitar de algumas situações.
Gosto do dia da mentira e sabe por que? A gente passa 365 dias do ano mentindo sobre praticamente tudo e então, no dia da mentira, algo bizarro acontece. Algumas pessoas aproveitam essa data exatamente para fazer o contrário do que ela representa. A maioria diz a verdade em forma de mentira.
Muitas declarações de amor são feitas nesse dia porque se nada der certo, existirá a desculpa de que foi apegas uma piada. Uma brincadeira e que não foi nada sério, entendeu? É sempre mais fácil se esconder atrás de algo que possa te proteger de qualquer rejeição.
Mentir é ter um certo poder em mãos. Se você sabe mentir perfeitamente, está aí o seu poder. Ninguém nunca desconfiará, a não ser pelo fato de que a mentira tem sim perna curta. Ela é tão autodestrutiva quanto a verdade. A unica diferença que temos entre as duas é que mentir apenas alivia a dor que pode ser sentida no momento. Já a verdade chega com uma porrada só. A verdade dói, mas por alguma razão inexplicável, a mentira descoberta se torna algo bem pior.
"Verdades começam com mentiras."
Eu nunca quis entender porque as pessoas gostam de mentir. Nunca quis entender porque as pessoas não gostam de mentir. É errado. É certo. É feio. É bonito. É estranho. É perigoso. É seguro. É aceitável. É também, inaceitável. As pessoas sempre esquecem. Pode parecer algo louco e pretensioso de dizer, mas ninguém tem uma memória de elefante. Todo mundo esquece quando a mágoa passa, mas a confiança dificilmente é estabelecida novamente. Muitas coisas sofrem consequências e se perdem.
Minta, mas carregue a sua verdade segura no seu bolso. Dê uma olhada para ver se ele não está furado. Mentir nunca será o problema, o problema é você acreditar na sua própria mentira.
Yasmin Back
13.3.12
Pê. ♥
Descobri recentemente que tenho um péssimo hábito: Procrastinar.
Acho que faço dele o meu hábito favorito, já que eu funciono dessa forma. Eu sempre deixarei para depois o que eu posso fazer agora. Como por exemplo esse post. Há algum tempo atrás eu queria muito mudar o layout do blog e deixá-lo mais receptivo para quem viesse aqui dar uma olhadinha nos meus escritos. Pedi ajuda para uma das pessoas mais importantes da minha vida: Minha melhor amiga. Óbvio que a nossa afobação não deu muito certo, mas a verdade é que eu não me importo. Uma coisa levou à outra e então eu acabei prometendo que iria fazer um post exclusivo para ela.
Eu não sei direito como eu posso começar a falar sobre a Lais, sobre nós duas e a nossa amizade nada normal. De qualquer forma, vocês precisam estar cientes que, apesar de eu ter prometido esse post para ela eu não vou negar o quanto eu enrolei para fazê-lo. Fiquei à pensar sobre as palavras certas a serem ditas aqui, pois conheço a Lais já fazem praticamente cinco anos. Nós duas sustentamos uma amizade muito forte e a nossa história é longa, mas eu tentarei ser breve.
É normal as pessoas hoje em dia terem amigos virtuais. Fazer a amizade crescer até chegar ao ponto de você ter vontade de ter essas amizades por perto o tempo inteiro. É claro que a internet é um meio de tornar as coisas fáceis, mas você jamais vai poder atravessar a tela de um computador e abraçar o seu amigo ou sua amiga.
Eu passei muito tempo desejando que muitas pessoas estivessem do meu lado. A Pê (Lais) é uma delas, pois nossa amizade cresceu tanto que hoje somos melhores amigas. Passamos por situações semelhantes, enfrentamos muitas barras juntas e então nossa amizade além de ser virtual, um dia se tornou real.
A Pê mora a pelo menos 2h de viagem da minha casa. Não é como se ela estivesse em outro estado como outras amigas que tenho perdidas por esse Brasil. Não tive a mesma sorte de vê-las pessoalmente ainda. Entre nós duas, não é uma distância tão grande, mas aprendemos a lidar com esse tipo de coisa numa boa.
Fui passar alguns dias na casa da Pê semana passada. Diferenças sempre vamos ter, manias nunca vamos perder. Não sei explicar o quanto uma amizade desse tipo é valorizada por mim, mas posso afirmar com certeza que a tenho guardada no peito. E porque ter segredos, risadas, sonhos, brigas, ciúmes, brincadeiras, apelidos, fases... É normal e é completamente real. Tudo isso é importante e nunca deixou de ser porque eu serei sempre feliz por ter pessoas queridas comigo, pois sem elas a vida seria uma porcaria.
E vamos combinar, de fácil a vida não tem nada, mas quando se tem a companhia de pessoas que você ama, tudo será no mínimo mais suportável. É importante ter pessoas que entendem o seu ponto de vista e que está sempre em sintonia com o que você pensa. Estar feliz por você e te aceitar da sua maneira. Tudo isso é bom.
Então eu não vou ficar falando sobre os valores da amizade verdadeira, nem do quanto ela é essencial porque ninguém aqui sofre de retardo duplo. Todo mundo sabe da importância disso e então, se você tem algum amigo que pode confiar e amar sem medo, também sabe que palavra nenhum descreverá a importância do sentimento que vocês compartilham.
Amizade é mesmo o que dizem: Todas as formas belas de amor. E o amor, nunca muda.
Eu te amo, Pê. Hoje e sempre. ♥
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